O músico sueco Ocriah fala à Metal Hammer Portugal sobre o seu lançamento de estreia, um registo onde os franceses Gojira são apontados como... Ocriah: doçura melódica

Género: modern/melodic metal
Origem: Suécia
Último lançamento: “Shattered Kingdom” (2019)
Editora: independente
Links: Facebook
Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

O músico sueco Ocriah fala à Metal Hammer Portugal sobre o seu lançamento de estreia, um registo onde os franceses Gojira são apontados como principal referência musical.

«Os Gojira foram uma grande inspiração durante o processo de composição deste álbum.»

Sobre o último trabalho: «Queria que fosse pesado, mas também melódico e versátil. Não queria ficar preso a um género de metal específico e acabou por ser uma mistura entre metal moderno e melódico. As pessoas podem esperar grooves pesados ​​e riffs doces com um toque de influências progressivas.»

Conceito: «”Shattered Kingdom” é o meu álbum de estreia, que é muito profundo e pessoal. O reino representa a minha vida que despedaçou-se há alguns anos e cada música representa diferentes aspectos que causaram a minha depressão e também diferentes cenários pelos quais passei durante e após os piores momentos. Encontrava-me no fundo absoluto quando as músicas foram escritas e estou muito orgulhoso do resultado, apesar da minha cabeça estar numa completa confusão!»

Referências: «Os Gojira foram uma grande inspiração durante o processo de composição deste álbum. Foi uma banda que teve definitivamente um impacto enorme em muitas das músicas, especialmente “Forgotten Sun”. Para além de Gojira, inspirei-me em muitas pessoas e bandas diferentes da cena metal. Também sou um grande fã de Ola Englund, alguém que me inspirou a compor o meu próprio álbum! Ele publicou muitas dicas destinadas a músicos independentes sobre como abordaria o lado de marketing das coisas nos dias de hoje, o que foi muito interessante e valioso para mim.»

Review: Projecto sueco de um homem só, Ocriah tem em “Shattered Kingdom” o disco de estreia lançado em Maio de 2019. Faixas como “Warzone” são exemplo de que o artista se influencia nos primórdios do death metal melódico, fazendo depois a sua sonoridade discorrer por abordagens ao thrash metal, especialmente no que aos riffs diz respeito, e ao groove metal em relação ao baixo ritmado. De notar positivamente a produção muito eficaz quando falamos em bandas oriundas do enorme mar que é o underground.