Divididos entre lançamentos em húngaro e inglês, os Morrlah têm em "Howling" a sua proposta exterior à Hungria. Fica a conhecê-los imediatamente abaixo! Morrlah: o uivo de toda uma vida

Origem: Hungria
Género: groove/heavy metal
Último lançamento: “Howling” (2020)
Editora: independente
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Divididos entre lançamentos em húngaro e inglês, os Morrlah têm em “Howling” a sua proposta exterior à Hungria. Fica a conhecê-los imediatamente abaixo!

«A jornada de “Howling” foi realmente longa e difícil.»

Percurso: «A jornada de “Howling” foi realmente longa e difícil. Tivemos discussões enormes, tempos difíceis, mas finalmente chegou! O nosso álbum anterior foi lançado em 2012 e a versão inglesa em 2015, portanto chegou a hora de lançar este monstro finalmente… Queríamos espalhar a nossa música no exterior há algum tempo e o objectivo deste álbum é, claro, fazer uma grande quantidade de novos amigos! Desde o início, ninguém nos conseguia pôr numa caixa ou dizer qual o estilo da nossa música, então depende de vocês! Vocês que nos digam o que é! Gostamos de lhe chamar motscharmetal, que é um jogo de palavras, que pode ser traduzido para bog-metal ou swamp-metal, mas é apenas para termos algo em que nos agarrarmos. As pessoas podem esperar músicas profundas e honestas, com ritmos incríveis, guitarras afinadas e belas melodias. É uma espécie de mistura disso tudo, mas sem entrarmos em modas. Sempre fomos uma coisa única e desapegada de todo esse universo, por isso vocês é que têm de nos pôr à prova!»

Conceito: «Há um conceito, mas não foi totalmente de propósito! É apenas a vida e as músicas que a vida nos trouxe… O álbum anterior, “Bog”, era muito forte, negro, sombrio e raivoso, e a maioria das pessoas tinha que o ouvir várias vezes até que batesse. Definitivamente não era um álbum calmo e feliz. Depois surgiram as músicas de “Howling”, que são sobre uma jornada para se criar um mundo melhor, uma vida melhor, uma humanidade melhor ou sobre começar tudo de novo desde o início, outro caminho. O peso e a mensagem ponderada mantiveram-se, mas não de uma maneira chocante como antes. Claro que este álbum também não é feliz, mas talvez não tenham pesadelos depois de o ouvirem. E já estamos a trabalhar no novo álbum, intitulado “Karma”, que também terá músicas incríveis e que será a última parte desta trilogia, mas não havia planos para isso. Apenas aconteceu…»

Sonoridade e referências: «Tive muitas discussões com engenheiros de som porque eles não conseguiam atingir o que eu queria ouvir. Eu dizia-lhes sempre que gostaria de ter um som em que todos os instrumentos pudessem ter muita gordura e sujidade quando soassem sozinhos e que mesmo assim conseguissem preencher o ar. Portanto, misturar esses instrumentos numa massa que pudesse arrancar cabeças! Adoro sons que sejam realmente gordos e grosseiros, e é muito difícil criar quando queres compreender os instrumentos – é uma vida inteira a aprender.
Compus todas as músicas e às vezes digo aos meus amigos o que mais gosto para que possam perceber por que é que não podem comparar a nossa música com a de mais ninguém. Tenho tatuagens de cinco álbuns que viraram o mundo inteiro de cabeça para baixo e que me deixaram uma grande marca quando era mais jovem – “Razor’s Edge” (AC/DC), “Black Album” (Metallica), “Something Wicked” (Iced Earth), “Az éj szeme” (Nevergreen) e “Whoracle” (In Flames). Dá para imaginar a mistura? Eu também não… Claro que além desses consigo contar mais dez pelo menos, mas estas foram as maiores influências para Morrlah.»

Review: Conhecidos na Hungria como Éjfény e fora do seu país como Morrlah, este trio possui uma sonoridade algo surpreendente ao misturar groove e heavy metal. Pode parecer estranho e esquisito, e não deixa de o ser, mas funciona. Temas como “Blackened Sun” apresentam precisamente essa fusão quando conseguimos separar as estrofes mais relacionadas ao groove metal e os refrãos melódicos mais à heavy metal. Riffs compactos e alguns arranjos industriais são pontos a ter em consideração. Para fãs de Godsmack.