À procura do melhor momento para lançarem o primeiro álbum, que já está a ser processado, os Mornir vão apresentando o seu trabalho criativo... Mornir: vales ventosos

Género: folk metal
Origem: Alemanha
Último lançamento: “Hexer” (single, 2019)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e Review: Diogo Ferreira

À procura do melhor momento para lançarem o primeiro álbum, que já está a ser processado, os Mornir vão apresentando o seu trabalho criativo com concertos e com EPs ou singles, como é o caso do recente “Hexer”.

«Tentamos obter um som claro e distinguível.»

“Hexer”: «Já que não é um álbum completo, mas um single de duas faixas, queremos principalmente seduzir os nossos fãs em relação ao que podem esperar dos nossos próximos álbuns – também já faz algum tempo desde o nosso último EP! Fomos para um estúdio profissional pela primeira vez, então também foi uma hipótese para vermos como funciona o processo de gravação com o nosso produtor Michael Wöß, que fez um trabalho incrível e estamos ansiosos para gravar o resto!»

Conceito: «As músicas do nosso próximo álbum (incluindo as duas do nosso novo single) não seguem um enredo estrito. No entanto, descobrimos ao longo do processo de composição que existem, de facto, certos temas que os unem. Decidimos muito cedo que não queríamos recontar velhas histórias do passado, nem falar sobre a sociedade moderna. As letras do álbum contêm muitas imagens visuais, como crepúsculo e amanhecer para personificar estados mentais diferentes pelos quais todos nós temos que passar. Lidam com a iluminação, solidão, amor, ira… E, finalmente, com encontrar o poder que está dentro do nosso próprio núcleo. É uma jornada da alma humana. Ao mesmo tempo que tentamos escrever letras relacionáveis, ainda as escrevemos de uma forma antiga, já que a atmosfera é uma parte crucial do nosso estilo. Assim, encontrarão muito simbolismo sobre a natureza e o espírito humano, que se combina perfeitamente com o conceito solto.»

Sonoridade: «Definitivamente, não tínhamos um plano quando começámos a banda! Tudo o que sabíamos era que gostávamos de metal (especialmente metal pagão). A nossa sonoridade é impulsionada maioritariamente pelo som diversificado do violino como instrumento principal e riffs metal bastante simples com vocais agressivos e uma base sólida de bateria. Demorou um bocado a experimentar essas ‘ferramentas’. Mas ao fim de algum tempo, consegue-se realmente criar músicas de metal extremo coesas, bem como partes melancólicas a par disso, mesmo sem se usar qualquer teclado. Tentamos obter um som claro e distinguível, e continuar a usar o que podemos obter dos nossos instrumentos.»

Influências: «Claro que não tentamos copiar a música de outras pessoas (especialmente porque quase todos nós temos gostos musicais diferentes), mas há muitos grandes artistas que nos inspiraram com o trabalho deles! E mesmo que se possa definitivamente ouvir que estamos no metal ao invés de num lado apenas folclórico, temos de confessar que nenhuma das inspirações são ‘muito metal’! Na verdade, a nossa música “Herr in Wind und Tälern” foi muito influenciada por Lindsey Stirling. Nenhum de nós tem um dos seus álbuns nem nunca estivemos num concerto dela, mas reconhecemos que as suas habilidades no violino são fascinantes. E pensamos literalmente: se ela pode quebrar normas com um violino numa faixa electrónica, nós podemos fazer o mesmo com o metal!’»

Futuro: «A nossa principal missão para 2019 é, obviamente, fazer com que o nosso álbum seja feito para um lançamento no início de 2020! Mas é claro que ainda temos alguns concertos para dar, porque, afinal de contas, é disso que mais gostamos!»

Review: Não haver um longa-duração em carteira não significa que uma banda ainda está à procura da melhor sonoridade. Neste caso, os Mornir já sabem quem são, mas o passo para um álbum ainda não foi dado. Praticantes de folk metal, tiremos, por exemplo, os berros e os blastbeats, deixando apenas o violino e o conceito – assim, teríamos uma banda folclórica que podia muito bem passar numa rádio. Mas não é isso que se pretende! O que ser quer, e bem, no caso dos Mornir, é folk metal cativante ao ouvido de todos os que queiram estar num circle-pit ou apenas dançar. Indicado para fãs de Eluveitie.