Apreciemos ou não, nunca faltaram ideias aos Metallica. Depois de “Load” e “ReLoad”, um conjunto de discos que veria o colectivo de San Francisco... Metallica “S&M”: o fantasma da ópera

Apreciemos ou não, nunca faltaram ideias aos Metallica. Depois de “Load” e “ReLoad”, um conjunto de discos que veria o colectivo de San Francisco mudar drasticamente a sua sonoridade, os Metallica exploram uma multitude de influências com “Garage Inc.”, executando versões para temas de nomes tão clássicos quanto os próprios, como Black Sabbath, Misfits, Mercyful Fate, Lynyrd Skynyrd, Queen, Motörhead, entre muitos outros.

Com um novo milénio à porta, nasce uma nova e arrojada ideia na forma de “S&M” (1999), em que uma vez mais os Metallica procuravam dar uma nova identidade a temas bem conhecidos do público metaleiro, mas aqui com a particularidade de recorrerem ao seu próprio catálogo para o efeito. Com a colaboração da San Francisco Symphony Orchestra, os Metallica tinham em “S&M” um registo que documentava algo interessante que era tanto experiência como desafio, e onde a banda expandia os seus horizontes da forma que queria, sem dar (ou pedir) satisfações de qualquer tipo.

Recorrendo ao alinhamento de todos os discos de estúdio gravados até à data (à excepção do debutante “Kill ‘Em All”), e com dois temas inéditos na forma de “No Leaf Clover” e “Human”, os Metallica e os mais de 100 músicos que compunham a orquestra proporcionaram um espectáculo único cujo sucesso atingiria a marca de quíntupla platina e viria a ser ressuscitado 20 anos depois com “S&M2”.

Aqui, temas como “Nothing Else Matters”, “Master Of Puppets”, “For Whom The Bell Tolls”, “Sad But True”, “One”, “Enter Sandman” ou “Battery” intrigam o fã mais resistente à experimentação, oferecendo uma banda sonora de qualidade cinematográfica onde instrumentos de sopro e as cordas de violinos e violoncelos rivalizam com as guitarras de Kirk Hammett e James Hetfield, proporcionando todo um momento épico à altura da grandeza dos Metallica.