Marco Hietala – ou, neste caso, Marko Hietala – não é um nome desconhecido. A sua carreira começou ainda nos anos 1980 com Tarot,... Marko Hietala: «O disco é uma montanha-russa que nos leva a um mundo de emoções fortes e sentimentos profundos!»

«Há uma mentalidade diferente quando se escreve algo do nada e simplesmente não é preciso justificar nenhuma dessas ideias a uma banda.»

Marko Hietala

Marco Hietala – ou, neste caso, Marko Hietala – não é um nome desconhecido. A sua carreira começou ainda nos anos 1980 com Tarot, mas foi com Nightwish, na entrada do Séc. XXI, que o baixista e vocalista de cabelos de ouro ganhou fama. Com tamanho talento, muitos podem questionar o porquê de um álbum a solo em fase tão adiantada da carreira – a resposta é simples: a sua posição em Nightwish é extremamente exigente.

Assim, após os Nightwish terem lançado “Endless Forms Most Beautiful” (2015) e terminada a consequente digressão, o finlandês usou o período sabático para trabalhar em “Pyre Of The Black Heart”, conforme explica através da Nuclear Blast. «Quando decidimos dar um descanso a Nightwish – pela primeira vez em cerca de 20 anos –, percebi logo: ‘Chegou a hora – vou passar o meu ano de descanso a trabalhar como o caraças… A trabalhar no meu álbum a solo.’ A minha carreira musical começou no início dos anos 80, e, desde então, tenho tido todo o tipo de ideias. Claro que uma boa pilha de material foi usado em Nightwish e um grande número de epifanias foi lançado através dos álbuns de Tarot, mas, para além disso, fiz muitas descobertas musicais que soaram um pouco mais pessoais e um pouco diferentes… Há, definitivamente, uma mentalidade diferente quando se escreve algo do nada e simplesmente não é preciso justificar nenhuma dessas ideias a uma banda que já tem o seu próprio estilo, som e visão.»

Questionado sobre os seus objetivos em relação a esta estreia a solo, Hietala responde: «Bem, vamos pôr isto nestes termos: Nightwish é, sem dúvida, a minha banda principal, e, graças à receita vinda daí, não preciso de ser comercialmente consciente… O que quero dizer é que quando me estavam a surgir ideias musicais para este disco, pude fazer qualquer coisa sem limites. Mesmo que tenha inventado uma ideia completamente maluca (de que tenha gostado), usei-a imediatamente sem hesitar. Portanto, se eu tivesse um objectivo, era não ter nenhum tipo de limite, mas preparar um disco a solo imprevisível, espontâneo, aventureiro, feroz e íntimo. E agora, ao ouvir o resultado final, posso dizer, com a mão no peito, que conseguimos… O disco é uma montanha-russa musical muito diversificada que leva os ouvintes mais ávidos a um mundo de emoções fortes e sentimentos profundos!»

Descrevendo o género da música presente em “Pyre Of The Black Heart” como hard-prog, Hietala esclarece que «existem alguns momentos metálicos estrondosos, mas isso é apenas uma reviravolta num enredo muito maior». «Além de sons poderosos e pesados, há toques progressivos, momentos acústicos, material atmosférico e outros enfeites», conta. E para termos a certeza disto, basta-nos ouvir o primeiro single “Stones”, a mais humorada “Runner of the Railways” ou a power-ballad “Voice of my Father”. «Por outras palavras», acrescenta, «tenho a coragem de garantir que há material muito diferente com que lidar».

Ainda que seja o seu nome na capa do álbum e ainda que seja a sua particular voz a dar mais realce aos pensamentos, Hietala não pretende omitir os seus colegas de banda. «Mesmo que “Pyre of the Black Heart” seja o meu álbum a solo, não o compus todo sozinho. Quando o processo de composição estava em pleno andamento, eu continuava a enviar todas as ideias aos meus colaboradores de longa-data, Tuomas Wäinölä [guitarra] e Vili Ollila [teclados]. O baterista Anssi Nykänen – que é simplesmente um mago atrás do seu set – completou a formação como ninguém.»

Como já é hábito do baixista/vocalista, não há tempo para pausas e Fevereiro será mês de promover “Pyre Of The Black Heart” na estrada, seguindo-se o novo disco de Nightwish, “HUMAN. :II: NATURE.”, que será lançado em Abril de 2020.