Depois de muitos anos afastados de lançamentos, os Magnified Eye avançam com o tão esperado "The Virgin The Whore The Martyr", prometendo um sucessor... Magnified Eye: em busca da reconquista

Género: doom/stoner metal
Origem: Dinamarca
Último lançamento: “The Virgin The Whore The Martyr” (2019)
Editora: Osmium Records / DareDevil Records
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Depois de muitos anos afastados de lançamentos, os Magnified Eye avançam com o tão esperado “The Virgin The Whore The Martyr”, prometendo um sucessor discográfico já em 2020.

«Este é de longe o nosso registo mais massivo e diversificado até hoje.»

“The Virgin The Whore The Martyr”: «Os Magnified Eye têm estado adormecidos quanto a lançamentos há anos. Queríamos voltar pôr a nossa música nas mentes e vidas dos fãs de heavy metal e groovy metal-rock. E queríamos explorar além das fronteiras musicais que ultrapassámos durante a última década em digressões por toda a Europa. Podem esperar um disco nutrido por equipamentos analógicos vintage, temperado pelo peso massivo moderno.»

Conceito: «O dogma difundido por “The Virgin The Whore The Martyr” é o de captar a essência viva de Magnified Eye e oferecê-la da forma mais analógica, dinâmica e pesada possível. Este é de longe o nosso registo mais massivo e diversificado até hoje. O lado lírico do disco é um caldeirão de influências e aversões religiosas, culturais e políticas.»

Evolução: «No passado, inspirávamo-nos em bandas como Kyuss, Black Sabbath e Tool. Naquela altura, a nossa sonoridade era mais lamacenta e com malhas droned. Agora trabalhamos em direcção a um som amplo com muita dinâmica, ainda assim captando o fundo pesado da secção rítmica. Tudo ficou ainda mais repleto de groove quando Stefan Krey se juntou à banda durante as gravações, adicionando os seus solos atraentes. Na nossa configuração actual e em “The Virgin The Whore The Martyr”, a banda tornou-se uma experiência mais progressiva e orientada ao doom, ainda que com as raízes firmemente plantadas no solo do stoner rock.»

Influências: «Na base teremos sempre influências das grandes bandas de rock pesado dos anos 1970, como Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin, com a mentalidade de explorar e expandir. Nos anos que antecederam e durante as gravações, fui muito inspirado pela composição de Mastodon, especificamente “Crack the Skye”, e The Mars Volta com “Octahedron” – estes álbuns abriram-me os olhos para uma composição mais complexa e diversificada. Especificamente, o som aberto e a dinâmica de “Crack the Skye” inspiraram a nossa paisagem sonora em “The Virgin The Whore The Martyr”.»

Futuro: «Estamos a planear uma pequena digressão pela Alemanha em Dezembro. Durante o resto de 2019, incluindo a Primavera de 2020, vamos dar concertos o máximo possível. E depois do nosso longo hiato no cenário de lançamentos, planeamos ter um novo álbum em 2020, continuando e evoluindo o que construímos em “The Virgin The Whore The Martyr”.»

Review: Com duas décadas de existência, o ano de 2019 fica também marcado pelo novo álbum “The Virgin The Whore The Martyr”. Donos de um stoner cheio de groove bem delineado entre todos os instrumentos, este grupo dinamarquês também bebe um pouco do post-grunge norte-americano, porque, na realidade, stoner e post-grunge andam muitas vezes de mão dada, bastando recordar os últimos lançamentos de Alice In Chains. O realce vai para a combinação entre passagens pesadas e outras mais suaves, e para o lead final que se pode ouvir em “Legion”.