“Servants of Steel” e os Ironsword apresentam todas as armas de ataque à indústria do género com uma sonoridade variada e poderosa e letras... Ironsword “Servants of Steel”

Editora: Alma Mater Records
Data de lançamento: 24.01.2020
Género: heavy metal
Nota: 4/5

O ano de 2020 marca o regresso da banda lisboeta aos estúdios, com um novo lançamento intitulado “Servants of Steel”. O grupo fundado em 1995 sempre se manteve underground, escapando muitas vezes aos holofotes da ribalta. Há mais de 20 anos nestas andanças, a experiência demonstra-se de álbum para álbum.

Este novo disco é realmente grandioso, a começar pelo seu produtor Harris Johns (Sodom, Kreator, Helloween) que intensifica a epicidade de um disco que impressiona desde logo com a introdução “Hyborian Scrolls”, que prepara qualquer exército para a batalha. Ora, desta feita, “Servants of Steel” conta com Bryan Hellroadie, dos lendários Manilla Road, o que aumenta o nível de agressividade num longa-duração realmente intenso e robusto. Os álbuns vão melhorando, não só ao nível de sonoridade como lírico, bastando verificar a inteligência de faixas como “Upon The Throne”, “Tower of the Elephant” e “Gods of the North”, que nos fazem recordar batalhas monumentais e lutas pelo trono.

Este novo lançamento «é o álbum mais desafiante alguma vez escrito», diz a banda, algo que é confirmado logo na primeira audição. O metal épico dos Ironsword é refinado ao mesmo tempo que é endurecido com uma sonoridade altamente bem produzida, relevando a componente mais bárbara num lançamento que poderá destacar ainda mais a indústria portuguesa no cenário mundial. Os portugueses têm orgulho neste longa-duração e fazem muito bem em ter esse orgulho, pois é provavelmente o melhor lançamento do grupo desde “Overlords of Chaos”, em que a epicidade foi também elevada de uma forma exímia. O novo álbum contém, como é habitual, um elemento conceptual com uma narrativa nem sempre organizada, mas muito estruturada à volta de um tema comum. Não é fácil produzir um bom álbum de metal épico, até porque fica sempre a sensação de que falta algo; no entanto, “Servants of Steel” e os Ironsword apresentam todas as armas de ataque à indústria do género com uma sonoridade variada e poderosa e letras magníficas e portentosas que criam um ambiente verdadeiramente épico e bélico.