Extremamente bem executado e produzido, “Heart Like a Grave” é um álbum vencedor devido, concretamente, ao seguro e cativante trabalho das guitarras que representam,... Insomnium “Heart Like a Grave”

Editora: Century Media Records
Data de lançamento: 04.10.2019
Género: death metal melódico
Nota: 4/5

Já cortaram a meta dos 20 anos, são uma das bandas metal mais conhecidas da Finlândia e todos os álbuns são maioritária e efusivamente aplaudidos. Carelianos de gema, os Insomnium ressurgem com o oitavo álbum “Heart Like a Grave”, mais um documento sonoro de alto valor dentro do panorama do death metal melódico.

Fazendo desde já uma ligação entre o início e o fim do disco, a primeira “Wail of the North”, que funciona como intro apesar dos seus três minutos, e a última “Karelia” são as duas faixas mais emotivas e sensíveis deste disco, com maior destaque para a que encerra devido ao seu andamento doomy e melancólico que cresce dentro de nós à medida que as guitarras em lead se revezam entre si e entre o teclado que tanto é limpo como algo psicadélico. Em suma, a instrumental “Karelia” parece-nos ser um hino às saudades e ao amor que se tem pelo lar.

Voltando à ordem das coisas, a já conhecida “Valediction” é, sem dúvida, uma das melhores composições deste álbum com o seu teor entre o épico e o negro que se desconstrói em vozes limpas suportadas por guitarras acústicas. Certamente, uma das faixas que não vão cansar!

Sempre com um inegável cheirinho a doom metal, como os compatriotas Wolfheart, “Neverlast” introduz um ambiente mais atmosférico e mais denso em que todos os instrumentos – com, como sempre, especial atenção nas guitarras e na voz raivosa versus dolorosa – são envolvidos por um fundo robusto que origina um boost tremendo. “Pale Morning Star” é outra faixa que tem de constar no top das melhores deste lançamento devido à velocidade precisa e aos constantes leads/solos de guitarra que abrilhantam uma composição já de si emocionante, sendo também interessante a orquestração incluída no final.

Como já referido, as guitarras acústicas têm a sua montra neste álbum e aparecem no início de temas como “Mute Is My Sorrow” e “And Bells They Toll”, esta que é mais uma faixa com um sentido muito doom metal e em que as vozes limpas de Ville Friman contrastam com os growls de Niilo Sevänen. Por sua vez, faixas como “The Offering” e “Twilight Trails” (que inclui mais uma orquestração) voltam a incutir ao disco aquela veia épica do death metal melódico, abrindo caminho para a derradeira fase final com um dos singles já revelados, que é precisamente o tema-título, e a supramencionada “Karelia”.

Extremamente bem executado e produzido, “Heart Like a Grave” é um álbum vencedor devido, concretamente, ao seguro e cativante trabalho das guitarras que representam, indubitavelmente, a força motriz da actualidade da banda.