Formados em 2001, os Inhepsie deram a conhecer recentemente o seu quarto álbum de originais, "Onirique"; um disco que vê a banda continuar a... Inhepsie: entre o real e o sonho

Género: atmospheric gothic metal
Origem: França
Último lançamento: “Onirique” (2019)
Editora: Dooweet Agency
Para fãs de: Paradise Lost, Betray My Secrets
Links: Facebook | Doweet
Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

Formados em 2001, os Inhepsie deram a conhecer recentemente o seu quarto álbum de originais, “Onirique”, um disco que vê a banda continuar a sua evolução musical e onde o real se torna num só com o imaginário.

«É um disco que conta a história de alguém sobrecarregado com a sua concha terrestre e a forma como encontra abrigo e paz nos seus sonhos.»

“Onirique”: «Quando comparado com os discos anteriores, “Onirique” destaca-se desde logo pela introdução de um guitarrista solo. As suas contribuições deram mais textura ao nosso trabalho e amplificaram o peso do nosso som. É um disco que conta a história de alguém sobrecarregado com a sua concha terrestre e a forma como encontra abrigo e paz nos seus sonhos. O brilho na capa do disco é um vislumbre de esperança e cura. É um disco dinâmico e mais íntimo, que mostra a linha que separa o real do que não é real e o momento em que os dois se tornam num só.»

Evolução: «O nosso álbum de estreia, “Oracle”, foi muito caseiro, com poucos recursos técnicos e com a voz a ser gravada sem headphones e com ruído de fundo. Felizmente tínhamos um engenheiro de som muito capaz. Para o álbum seguinte, “Orbe”, já tivemos mais recursos à nossa disposição e tornámo-nos mais competentes na gravação digital. Aprendemos com os nossos erros e adquirimos equipamento profissional. Desde então, o método de gravação tem sido igual, com o mesmo equipamento e software. Onde se nota mais progressão é na área dos plug-ins, de forma a conseguirmos uma sonoridade mais real, particularmente nos sintetizadores. No final de contas, tudo depende da qualidade da mistura e do conhecimento do engenheiro de som.»

Review: Com quase 20 anos de carreira, os Onirique têm a particularidade de terem quatro álbuns começados pela letra O, mas isso é só um aspecto estético. Com algumas orquestrações, em que o piano é muitas vezes a maior ferramenta nesse campo, os Onirique têm também muito de gótico nas guitarras e na voz de Cathy Bontant, que muito se inspira na chansôn francesa. Genericamente, a melancolia cruza-se com um estado de constante sonho.