O guitarrista dos Korn fala sobre ter-se mantido acordado durante cinco dias, evitar um Jonathan Davis ébrio e violento, e sangrar pela sua arte.... Head (Korn): «Metanfetamina arruinou a minha mente, as minhas emoções, os meus relacionamentos, a minha sanidade»

O guitarrista dos Korn fala sobre ter-se mantido acordado durante cinco dias, evitar um Jonathan Davis ébrio e violento, e sangrar pela sua arte.

Qual é a tua droga de eleição?
Definitivamente, metanfetamina. Era tipo uma coisa de amor/ódio, porque a moca inicial era explosiva, mas depois arruinou tudo na minha vida; arruinou a minha mente, as minhas emoções, os meus relacionamentos, a minha sanidade. Mas gostei da ideia de resistir ao sono e lutar contra o que precisamos, como comida! [risos]

Por quanto tempo conseguiste ficar acordado quando consumias metanfetamina?
Acho que foram quatro ou cinco dias. Soube de pessoas conseguirem semanas ou mais, mas nunca consegui fazer isso porque ficava cansado. E paranóico também. Pensava que havia pessoas no meu sótão, a olharem pelas ventilações, e achava que iam emboscar-me. As pessoas apareciam, davam-me alguma droga, eu ia ao meu cofre e dava-lhes algumas centenas de dólares, portanto sabiam que eu tinha dinheiro no cofre. Eu ficava tipo: ‘O que é que estou a fazer aqui?’.

Lembras-te da tua primeira moca?
Sim, tinha cerca de 20 anos e andava a sair com uma miúda que era simplesmente linda. Estávamos numa festa e trouxeram droga – era tipo vermelha ou rosada – e ela consumiu. Eu queria impressioná-la, então também consumi. Depois de ter snifado, levantei-me e senti-me como se a minha cabeça se tivesse esticado num cone… Como se estivesse a girar à volta da minha cabeça, uma sensação estranha e formigante. Tive a pior noite de sempre! Pensei em ir para a cama às cinco ou algo assim, e levantei-me no dia seguinte sem dormir e tentei ser normal, mas o céu-da-boca estava ferido e não conseguia mastigar porque doía. Foi uma experiência horrível! Não sei por que é que continuei a consumir aquilo durante alguns meses.

Houve um período em que os Korn estavam numa espiral de abuso de substâncias e não agiam simpaticamente uns com os outros. Alguma vez a discussão tornou-se física?
Apenas com o Jonathan Davis. Nessa altura, o Jonathan bebia e era quando isso acontecia – quando ele bebia. Ele rondava-nos quando bebia Jäger. Andava à nossa procura e nós escondíamo-nos nos nossos beliches. Uma vez deu um soco ao Munky, e ele nem é de lutar! É um tipo gentil, mas estava bêbado; então, quando bebia ficava uma pessoa diferente. Depois o Munky costumava acusar certas pessoas. Ele nunca fez isso comigo. Quando [o Jonathan] ficava bêbado, eu simplesmente ficava longe porque ele não sabia quem era ou o que estava a fazer, e não tinha memória no dia seguinte.

Qual foi a pior lesão que já sofreste em palco?
Estávamos a tocar num festival na Inglaterra e eu estava a abanar a cabeça com tanta força que bati na guitarra e o sangue começou a sair de um corte acima da minha sobrancelha. Ainda tenho uma cicatriz. Eu tinha uma guitarra branca e havia sangue por todo o lado – foi incrível. Os fotógrafos começaram a concentrar-se na minha cena e eu ficava cada vez mais perto deles, parecendo assustador. Era suor misturado com sangue, então parecia ainda mais sangrento.

Já foste preso?
Não, o mais próximo disso foi aos 14 anos quando saí com alguns amigos e acabámos num cemitério a beber cerveja. Os polícias vieram e iam-nos prender, mas fizeram pior: levaram-me para casa! Os meus pais estavam a dormir, foram acordados e contaram-lhes o que fiz. Oh pá…. Houve outra ocasião em que fui parado enquanto conduzia bêbado. O polícia mandou-me parar e fez-me um exame oftalmológico, depois devolveu-me a minha identificação e disse: ‘Brian, estás bêbado, vai para casa e não faças isto novamente.’ E conduzi os três quarteirões até casa. Foi de loucos.

Consultar artigo original em inglês.