Entre altos e baixos, os HammerFall nunca desistem de deixar a sua pegada na história do heavy metal HammerFall “Dominion”

Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 16.08.2019
Género: heavy metal
Nota: 3.5/5

Entre altos e baixos, os HammerFall nunca desistem de deixar a sua pegada na história do heavy metal e não é a sua longevidade que os faz serem esquecidos, até porque se avizinha uma muito extensa digressão pelos EUA, em que algumas datas serão partilhadas com Sabaton.

Quem conhece bem a discografia dos suecos, saberá que é possível que a seguir a um álbum agraciado por críticas positivas surja um registo mais mal-amado. Por exemplo, e tendo em conta anos recentes, “(r)Evolution” (2014) foi bem-recebido mas “Built to Last” (2016) ficou aquém das expectativas, ainda que tenha sido visto como uma recriação de “Glory to the Brave” (1997). Como o novo “Dominion” será relembrado nos anos vindouros, só o tempo dirá…

Na verdade, nada é enganador quando se fala em HammerFall! Aqueles riffs que combinam heavy metal e hard-rock são altamente distinguíveis, como se ouve no tema-título, e os refrãos meticulosamente criados para serem cantados ao vivo continuam a ser pedra angular, como se testemunha na intensa “One Against the World”.

Do alto de uma carreira iniciada em 1993, não será anormal os HammerFall serem alvo de homenagens – e até o são –, mas a humildade que conhecemos em Oscar Dronjak e Joacim Cans apura-se quando existem faixas como “(We Make) Sweden Rock”, um tributo sentido a bandas suecas que os influenciaram, sendo mais um daqueles temas que terá o refrão cantado pelo público, especialmente, cremos, quando for interpretado no país-natal.

E a balada não podia faltar, certo? “Second to None” é o título da típica faixa mais suave sempre presente num disco de HammerFall. Apesar do solo emotivo e da inclusão de piano, esta composição é demasiado genérica e esquecível se tivermos em conta o que de bom se estava a ouvir até este momento. Todavia, o longa-duração termina com a semi-balada “And Yet I Smile” que está vários degraus acima de “Second To None” Em frente, “Scars of a Generation” volta a imprimir velocidade e atitude num trabalho geral que se apresenta melhor do que muitos podiam estar à espera – é bem possível que esta seja das faixas que mais vão agarrar quem parar para ouvir o álbum com atenção. No âmbito dos melhores inícios de música, encontramos “Bloodline” que, posteriormente, no seu seguimento, se apresenta como mais um dos melhores temas de “Dominion”, muito à custa da cumplicidade entre a voz reconhecível de Cans e o trabalho orelhudo das guitarras, sem esquecermos os comuns coros, ainda que breves, protagonizados pelos restantes membros.

Ponto final e muito positivo para o facto de “Dominion” ser um álbum que mantém a toada elevatória a bom ritmo, mesmo com aquela balada repreensível pelo meio; por outras palavras, o novo trabalho dos HammerFall é a prova de que a banda não está para travagens bruscas e que controla bem as curvas mais apertadas com composições repletas de puro vigor à heavy metal tradicional.