Os Grand Massive soam a stoner metal mas têm uma atitude punk. E mesmo não sendo uma banda política, querem deixar a sua mensagem... Grand Massive: o stoner teve um encontro com o punk…

Origem: Alemanha
Género: stoner metal
Próximo lançamento: “4” (Maio 2020)
Editora: Metalville Records / Rough Trade
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Os Grand Massive soam a stoner metal mas têm uma atitude punk. E mesmo não sendo uma banda política, querem deixar a sua mensagem interventiva.

«Não somos uma banda política, mas, em tempos como estes, tem que se abrir a boca.»

Próximo lançamento: «Com “4” queríamos ir além do álbum anterior. Um pouco mais metal, menos stoner, apenas seguindo novos caminhos, e acho que conseguimos. Tudo soa mais redondo, encaixa-se correctamente e é realmente muito pesado! Em termos de produção, trabalhámos com pessoas que tocaram e ainda tocam em bandas, levando-nos a um nível superior. Foi realmente muito divertido trabalhar neste álbum. A música “My Path” apresenta Dirk ‘Dicker’ Weiss, dos thrashers Warpath, como vocalista convidado. A ideia para esse dueto desigual surgiu numa digressão comum. A coisa toda soa um pouco como um número de crossover dos anos 1990, como se Carnivore se encontrasse com Life Of Agony. Do caraças!»

Conceito: «Na verdade, [“4”] não deveria ser um álbum conceptual mas, de alguma forma, tem um fio condutor. Acho que a estrutura musical do álbum é muito harmoniosa e mostra todas as diferentes influências de cada um de nós. As nossas músicas são sobre perda e, assim, recupera-se força, uma pequena revolução interior para a auto-realização. Não deves seguir todas as tendências sem perguntar o que está por trás. Ergue-te e defende alguma coisa. Na verdade, não somos uma banda política, mas, em tempos como estes, tem que se abrir a boca. Não quero ditar nada com as minhas letras, mas se isso motiva as pessoas a pensar, então já se conseguiu muito. Até o artwork por si só é diferente e um bocado atípico, e, na verdade, descreve o que é “4”.»

Evolução: «Grand Massive mudou muito nos últimos anos. Quando entrei para a banda, o som ainda era muito stoner e, aos meus olhos, ainda havia muito de Black Sabbath ou Alice In Chains, apenas com mais peso e metal. Com a adição do Peter na guitarra e eu [Alex Andronikos] na voz, tudo seguiu numa direção, digamos, mais suja. O estilo de guitarra do Peter é, de alguma forma, influenciado por Crowbar, Pantera ou até Black Label Society, e eu queria ter uma leve atitude punk ao cantar, um pouco de Danzig. Ao longo dos anos, tornou-se uma coisa muito homogénea. Nunca decidimos realmente o som tecnicamente, e isso adequa-se muito bem a nós. De alguma forma, consegue-se ouvir muitas influências que nos moldaram e que nos acompanharam desde a juventude até hoje. Ouvimos muito metal e todos os seus géneros ao longo das nossas vidas!»

Review: Simples a dar títulos aos seus trabalhos, o mais recente desta banda alemã dá pelo nome de “4”. Algures entre o rock alternativo e o stoner, estes bávaros dão primazia à melodia que pretende ser cativante, e tal é conseguido em temas como “Revolution Waltz”, este que nos fica no ouvido facilmente devido aos riffs que andam entre o sujo e o limpo, mas também por causa da voz aberta e aguerrida de Alex Andronikos. Indicado para fãs de ASG.