Se gostas de metal extremo afiado e experimental, então os Geostygma, com o seu death metal jazzístico, são para ti! Depois do EP, segue-se... Geostygma: death metal sem barreiras

Género: technical death metal
Origem: França
Último lançamento: “The Die Is Cast” (EP, 2018)
Editora: independente
Influências: Guthrie Govan, Necrophagist, Cryptopsy, Decapitated, The Faceless, Gorod, Chimaira
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: Diogo Ferreira

Se gostas de metal extremo afiado e experimental, então os Geostygma, com o seu death metal jazzístico, são para ti! Depois do EP, segue-se o primeiro álbum que está quase a chegar.

«A banda amadureceu e ganhou experiência, o que contribuiu para sermos o que somos agora.»

Objectivos: «O nosso objectivo principal era produzir um CD porreiro com um belo artwork e uma boa mistura, e depois tour! A banda começou em 2008, e com todas as mudanças que aconteceram até agora e depois de nos prepararmos durante muito tempo, estávamos ansiosos para lançar um EP adequado. Também queríamos refazer as músicas da nossa demo porque algumas partes tinham mudado. As músicas são muito diferentes, mas completam-se. Esperamos que as pessoas tenham tempo para ouvi-las e perceber todas as influências diferentes em “The Die Is Cast”. Há muita coisa a acontecer e tentamos mantê-lo o mais orgânico possível, embora algumas partes pareçam surgir do nada. [risos] Gostamos de ser ousados com diferentes abordagens, ao mesmo tempo que nos voltamos para o material da velha-guarda, e misturamos vários ritmos, atmosferas e melodias. O lançamento também foi uma maneira de ter algo físico para mostrar e distribuir durante a digressão.»

Conceito: «Cada música tem a sua própria identidade, o seu próprio universo. Queremos explorar mais ideias, por isso o pensamento de ter um conceito principal não nos interessa. Queremos ser o mais livres possível na nossa composição musical e nas nossas letras. De momento, as nossas letras falam principalmente de questões psicológicas naturais ou causadas pela religião, drogas, media… Mas talvez o nosso próximo lançamento seja diferente, quem sabe?»

Evolução: «Não pensámos no nosso som no início, apenas gostamos de tocar juntos. Diria que não temos ideia de como soaremos, até porque a banda está sempre em evolução. Cada um de nós tem uma formação musical e gostos diferentes. No início, a banda consistia apenas num baterista e dois guitarristas. Fomos travados por causa de muitas mudanças de formação e pelas diferentes salas de ensaio porque não conseguimos ficar sempre no mesmo lugar. Desde essas mudanças, a banda amadureceu e ganhou experiência, o que contribuiu para sermos o que somos agora.»

Futuro: «O nosso primeiro álbum já está composto e começámos a trackar o baixo! Vamos passar mais tempo a experimentar novos sons para esse lançamento. Um segundo álbum também está a caminho – vamos improvisar muito, escrever um monte de novas partes, ver o que podemos fazer. Vamos experimentar diferentes maneiras de compor e gravar para ver o que podemos fazer. Vai ser interessante, com certeza! Também estamos à procura de mais oportunidades para tocar em diferentes países – estamos sempre com fome de palco. Espero que no próximo ano possamos tocar em alguns festivais!»

Review: É de death metal afiado e algo técnico/experimental que este grupo francês é feito. Temas como “Enqweentine 2.0” mostram bem do que este quinteto é capaz ao misturar-se technical death metal pontiagudo com breves secções de jazz que assim originam um bastante interessante dinamismo. Para além das guitarras, da voz (entre death metal e grindcore) e da bateria intensa, apontamento positivo para o trabalho detalhado e muito audível de um baixo cheio de ritmo.

Outras publicações: