Com o último single "Australe", os Frig elaboraram uma viagem sonora ao pólo sul de Marte. FRIG: exploração de Marte

Origem: Roménia
Género: post-rock
Último lançamento: “Australe” (single, 2019)
Editora: independente
Links: Facebook | Bandcamp
Entrevista e review: Diogo Ferreira

Com o último single “Australe”, os FRIG elaboraram uma viagem sonora ao pólo sul de Marte.

«FRIG é um dos projetos musicais mais complexos da Roménia.»

Objectivos: «“Australe” possui uma figura invisível, em que os sons mapeiam uma planície marciana sulista e ilustra um reservatório de líquido escondido a 1,5km sob a calota polar, estendendo-se por 20km. Com todas estas características, representa uma importante descoberta para a humanidade, tanto da visão da ciência óptica como da evolução da pesquisa.
De momento, gostaríamos de ter a oportunidade de fazer um lançamento, se possível para a indústria cinematográfica, devido ao facto de que este novo vídeo para “Australe” possui o seu próprio conceito cinematográfico especial numa conjuntura de bastidores em grande escala. Tínhamos poucas oportunidades há alguns meses, pois ainda não tínhamos recursos online suficientes para torná-lo visível ao mundo. Por outras palavras, vamos ver o que os próximos tempos reúnem em órbita; portanto, se houver algum produtor de cinema à procura de um tema, estamos abertos a implementá-lo.»

Conceito: «Há anos, sequenciaram o genoma humano e agora temos a possibilidade de o mapear sonicamente com o EP “genOm”, que estará disponível brevemente. O single “Australe”, com um dos maiores bateristas europeus Sergio Ponti (ex-Dordeduh, Beggar’s Farm, Jethro Tull), elucida-nos sobre a astrobiologia do pólo sul de Marte na região de Planum Australe, onde os pesquisadores encontraram evidências de gelo carbónico e moléculas de água.»

Sonoridade: «FRIG é um dos projetos musicais mais complexos da Roménia, com apresentações ao vivo de tirar o fôlego. Numa expressão inovadora que envolve tons de post-rock e riffs de prog metal complexos, FRIG descreve uma perspectiva artística com uma certa inspiração e aspiração, e a música faz-te pensar em mundos ou universos intangíveis através de luzes e projecções.
Com vozes negras, riffs duros, bateria e baixo tribais e uma receita robusta de sintetizadores, expressamos o fenómeno astrofísico do espaço sideral. FRIG é Frio em romeno.»

Review: É em apenas quase quatro minutos que os FRIG, com a instrumental “Australe”, põem em cima da mesa tudo aquilo que são com muita facilidade. Num território que tanto pode ser apelidado de prog metal como avant-garde metal, esta banda consegue ser autora de um tema com várias estruturas que, ainda assim, não se permite a perder o fio à meada, garantido que vamos querer descobrir o que vai acontecer a seguir. Sui-generis e atraente.