Os Opeth estarão brevemente de regresso com o seu 13º álbum de estúdio, “In Cauda Venenum”, que, por aquilo que a Metal Hammer Portugal... Fredrik Åkesson e o regresso à fase death metal dos Opeth: «Não descartava essa possibilidade…»
Foto: Jonas Åkerlund

Os Opeth estarão brevemente de regresso com o seu 13º álbum de estúdio, “In Cauda Venenum”, que, por aquilo que a Metal Hammer Portugal já teve a oportunidade de ouvir, estará no seguimento dos últimos três discos da banda, a fase que viu a banda de Mikael Åkerfeldt abraçar ainda mais o lado do rock progressivo e a deixar as raízes do death metal cada vez mais distantes. No entanto, estivemos à conversa com Fredrik Åkesson, guitarrista dos Opeth, e, entre outros tópicos, tentámos saber se será possível que os suecos regressem a esse lado, combinando novamente os dois mundos como fizeram de uma vez em duas experiências separadas como “Deliverance” e “Damnation”. Eis o que Fredrik teve a dizer: «Eu não descartaria essa hipótese! Quero dizer… Eu sei como é que o Mikael funciona. Se o pressionarem para que isso aconteça, não vai acontecer, por isso não o pressiono! [risos] Mas neste disco [“In Cauda Venenum”] quase que consegues ouvir um pequeno growl numa secção da primeira faixa [“Dignity”]. De facto, no último disco que fizemos, o Mikael mencionou que ia haver uma música que iria ser maior do que as outras, e ele queria trazer os growls de volta no fim dessa música, por isso ora aí está! Está a borbulhar um bocadinho nele, mas a iniciativa tem de vir dele e só dele, sem interferência da editora ou de qualquer outra pessoa que tente obrigá-lo a fazê-lo. Não quer dizer que tenhamos de dar um passo atrás e gravar o “Blackwater Park” novamente. Podes fazê-lo de outra forma, uma vez que a banda também evoluiu. Acho que não me importaria! Pode ser algo que venha a acontecer quando ninguém estiver à espera!»

O setlist de Opeth ao vivo continua a ser bastante variado, combinando músicas deste novo período com material da fase inicial da banda, o que dá a entender que, embora os suecos estejam numa nova trajectória, vão também continuar sempre a honrar o legado do seu passado, interpretando alguns dos seus temas mais conhecidos em concerto: «Ainda adoramos tocar as músicas antigas! Não nos distanciamos delas, até porque 50 a 60% do material que tocámos ao vivo recentemente foi o material antigo de death metal. Tens algumas pessoas na Internet que dizem ‘oh, [esta nova fase] é porque o Mikael já não consegue cantar em growls’, mas isto não é verdade. De facto, quando demos estes concertos no Verão, achei que os growls dele estavam ainda mais guturais e brutais do que alguma vez estiveram! Ainda conseguimos tocar bem neste estilo ao vivo! Representa as fundações dos Opeth, é algo que continuará sempre connosco em todos os concertos e poderá voltar a estar presente num álbum futuro. Não descartava essa possibilidade…»

Ao quereremos saber se achava que estava a dar esperança a alguns fãs de que a banda pudesse voltar mais ao seu lado death metal, Fredrik tem noção de que é algo que poderá vir a acontecer, mas com a firme noção de que essa decisão não passa por ele: «É algo que passa sempre pelo Mikael, uma vez que ele é o piloto principal da banda e terá sempre a ver com o que ele sente que quer fazer. Este novo disco é ligeiramente diferente dos últimos três álbuns de estúdio, mas, de certa forma, está ainda assim muito presente no mundo do hard-rock progressivo. Podes relacionar algumas secções destes últimos discos com os primeiros discos de Opeth, mas são tocadas de forma diferente. Acho que ainda conseguimos manter a atmosfera do som dos Opeth. Ainda está presente, de certa forma!»

“In Cauda Venenum” é o 13º album dos Opeth e tem lançamento a 27 de Setembro de 2019 através da Moderbolaget e Nuclear Blast.