Os Einherjer souberam fazer o seu caminho, evoluindo sempre tendo em conta a intocável tradição que carregam na alma e na... Einherjer “North Star”

Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 26.02.2021
Género: viking metal
Nota: 3.5/5

Os Einherjer souberam fazer o seu caminho, evoluindo sempre tendo em conta a intocável tradição que carregam na alma e na arte.

Banda de culto do viking metal, os Einherjer voltam aos discos e à língua inglesa, mas sempre com a bússola apontada à mitologia do norte e à Noruega, como indica o adequado título “North Star”.

A lançarem álbuns regularmente desde 1996, os nórdicos regressam à Napalm Records, uma casa que conhecem há muitos anos, para nos oferecerem a sua visão única daquilo que pode ser viking metal para além do black metal ortodoxo ou do folk pintado por death metal.

Muito influenciados por Bathory (não podia ser doutra forma quando pomos na mesa o rótulo viking metal) e também por Immortal (particularmente no departamento vocal), os Einherjer criaram um álbum cativante, orelhudo mesmo, com refrãos cantáveis que repercutem os próprios títulos das músicas. Mas isso é apenas um detalhe – “North Star” possui realmente algumas surpresas que tornam esta banda tão única. A um ritmo mid-tempo, em modo marchante durante praticamente toda a duração dos disco, os Einherjer coloram o seu metal com laivos de rock e com sintetizadores subtis e sóbrios que tornam tudo mais moderno e até etéreo, quase como um filme de ficção-científica.

Numa produção de alto nível, a dicção é extremamente perceptível e todos os instrumentos apresentam-se equilibrados, com especial foco para o baixo, que não só marca ao lado da bateria como também se exalta em momentos específicos, e para a dinâmica gerada pela dupla de guitarras que tanto jogam para a equipa como se realçam com solos muito bem executados e melódicos à rock n’ roll e hard rock de arenas.

Vinte e cinco anos depois do primeiro álbum “Dragons of the North”, os Einherjer podem não ter atingido o estrelato de outros pares (e há tantas e boas bandas como esta na Noruega), mas souberam fazer o seu caminho, evoluindo sempre tendo em conta a intocável tradição que carregam na alma e na arte.