Numa recente entrevista concedida à Dark Art Conspiracy, Krzysztof Drabikowski (Батюшка) faz uma actualização do processo legal que está a decorrer entre si e... Drabikowski sobre Krysiuk: «Arruinou o nome Batushka»

Numa recente entrevista concedida à Dark Art Conspiracy, Krzysztof Drabikowski (Батюшка) faz uma actualização do processo legal que está a decorrer entre si e Bartłomiej Krysiuk (Batushka).

«Quase nada aconteceu. O tribunal tentou evitar ler todas as evidências e ordenou-nos a fazer uma mediação. Portanto, tive de ouvir todas as ideias engraçadas para reparar esta situação, e tive de fingir que o ouvia e aceitar as suas palavras seriamente. Não queria que ele tentasse bloquear o meu primeiro concerto em Kiev [Novembro 2019] com o novo álbum. Mas depois desse concerto, parei com a mediação para acelerar as coisas. Por isso, vamos finalmente ter a primeira audição em tribunal brevemente, após ‘apenas’ um ano de espera.»

Depois de Krysiuk ter lançado “Hospodi” em Julho de 2019 com a sua versão de Batushka através da Metal Blade Records, a digressão de apresentação do álbum foi cancelada. Drabikowski dá a sua opinião sem papas na língua.

«Cancelou a digressão por causa da baixa venda de bilhetes – estavam marcadas salas para 1000 ou 2000 pessoas e apenas cerca de 40 bilhetes foram vendidos duas ou três semanas antes. O mesmo com a digressão australiana e os concertos europeus. Ele não está muito orgulhoso disto, portanto tenta manter segredo, e aparece com algumas ‘razões’ estranhas. A mediação não o bloqueou. Ele ainda pode tocar, mas, como vemos, quase ninguém está interessado. Agora, ele, provavelmente, está a tentar melhorar as suas relações ao fingir que está doente. Porque doença causa compaixão nas pessoas. Sentem pena, mesmo por pessoas más, quando descobrem que alguém está a sofrer de algo. Ele copia toda a gente, portanto faz sentido que esteja a tentar ser como um colega seu que estava doente há alguns anos. Não ficaria surpreendido caso ele venha a dizer que um tumor lhe estava a pressionar algum ponto do cérebro e a orderná-lo que fosse mau. Infelizmente, a única doença em que aposto é que ele tem uma úlcera no estômago por causa do stress que causou ao ter enganado tantas pessoas. É uma vergonha que ele tenha arrastado os meus ingénuos colegas para isto tudo. Ele arruinou o nome Batushka com todas estas acções.»

No meio deste turbilhão, Drabikowski lançou “Панихида” como Батюшка também em 2019. O polaco esclarece sobre esse momento ao dizer que «toda a música foi composta antes de Krysiuk sair da banda». «Fiz metade do álbum mesmo antes de começar a tocar o “Литоургия” [“Litourgiya”, 2015] ao vivo. Gravei a bateria, o baixo e todas as guitarras no meu estúdio Sphieratz. Exactamente o mesmo lugar onde gravei “Литоургия”. Esperei até terminar o álbum; quero dizer, gravar as vozes. Já sabia que não queria cooperar com o Krysiuk no segundo álbum, ele também o sabia. Adiei-o até as digressões do “Литоургия” terminarem. Quando ele saiu, logo após os últimos concertos com o meu primeiro álbum, continuei a gravar o “Панихида”. Entretanto, percebi que ele me queria enganar. Passei-me, mas não era uma razão suficientemente forte para parar de fazer as minhas coisas. Comecei a trabalhar nas letras e nos vocais, depois convidei pessoas próximas de mim para gravarem as suas vozes.»

Sobre o disco que lançou em Maio de 2019, o músico polaco diz que «Панихида é um funeral tradicional da igreja ortodoxa». «Era a minha ideia para o álbum desde o início. Quando alguém me perguntava sobre o futuro do projecto, eu dizia sempre: ‘Se alguma vez fizer um segundo álbum, será sobre um funeral.’ E agora encaixa perfeitamente na situação como o funeral de Batushka.»