Viciante, emocional e transcendental em muitas ocasiões, a nova proposta dos Diabulus In Musica coloca a banda nos escaparates do symphonic metal devido à... Diabulus In Musica “Euphonic Entropy”

Editora: Napalm Records
Data de lançamento: 14.02.2020
Género: symphonic metal
Nota: 4/5

Oriundos da região cultural Basca, os Diabulus In Musica podem dar-se a luxo de terem cinco álbuns lançados por editoras de grande calibre como a Metal Blade Records e a Napalm Records.

Com “Euphonic Entropy” e um segundo filho, o casal Gorka Elso (teclados, orquestrações) e Zuberoa Aznárez (voz) abre assim um novo capítulo de uma vida que ainda tem muito para experienciar. Na verdade, “Euphonic Entropy” não é apenas mais um álbum de metal sinfónico, mas um registo de elevada intensidade que cruza metal e música clássica de forma apaixonante e impactante.

Ao mesmo tempo que é trovejante com orquestrações robustas e bem orientadas ao lado de riffs metal, a nova proposta da banda de Pamplona também consegue ser íntima se atentarmos a algumas letras, como é o caso de “The Misfit’s Swing” em que a vocalista explora os sentimentos de alguém que está constantemente desencaixado do resto da sociedade. Musicalmente, este é o tema mais orelhudo do disco devido à ambiência dançante que nos fará lembrar projectos como Diablo Swing Orchestra. Ora, unindo conceito lírico e estética sonora, “The Misfit’s Swing” pode ser classificada como uma composição sarcástica e irónica, pois esconde no som positivo e alegre sentimentos de isolamento.

Mais à frente, e depois de já termos sido arrebatados por coros gloriosos de faixas como “Race To Equilibrium”, chegamos à folclórica “Otoi”, a primeira canção dos Diabulus In Musica cantada em basco, sendo aqui que se sente uma grande paixão pela arte que criam e pela cultura própria da região basca.

As surpresas continuam a surgir e “Our Last Gloomy Dance” podia ser facilmente transformada em filme ou peça de teatro devido à noção cinematográfica que, com orquestra, apresenta estruturas que podem actuar como capítulos, um sentido de valsa e uma secção em modo locus horrendus. Já perto do fim, “One Step Higher” surpreende pela capacidade multifacetada e aventureira, convidando-nos a percorrer caminhos que vão do thrash metal (guitarras) à pop (electrónica).

Viciante, emocional e transcendental em muitas ocasiões, a nova proposta dos Diabulus In Musica coloca a banda nos escaparates do symphonic metal devido à mestria criativa de Gorka Elso e à beleza versátil da voz de Zuberoa Aznárez.