No dia em que vais ter que gastar uma fortuna num jantar mesmo que não queiras, no dia em que vais ter de dizer... Dia de S. Valentim: 5 músicas trágico-românticas

No dia em que vais ter que gastar uma fortuna num jantar mesmo que não queiras, no dia em que vais ter de dizer ‘então, mas dizias que não querias saber disto…’, no dia em que para os que se encontram pela primeira vez é vai ou racha, a Metal Hammer Portugal seleccionou cinco músicas que nos falam de amor à boa maneira metal: tragédia.

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Sentenced – “No One There” (“The Cold White Light”, 2002)
Seminais do death metal finlandês, os Sentenced (1989-2005) tornaram-se numa das maiores bandas de gothic rock / dark metal quando, em 1995, lançaram “Amok”. Daí para a frente seguiram-se álbuns compostos por excelentes músicas melancólicas e letras fatalistas em que a morte era, quase sempre, a última paragem. Em “No One There” sentencia-se que morreremos sozinhos.

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For My Pain… – “Autumn Harmony” (“Fallen”, 2003)
Projecto paralelo do teclista Tuomas Holopainen (Nightwish), os For My Pain… transformaram-se numa das pérolas do gothic/love metal ao lançarem o seu único longa-duração “Fallen” em 2003. Melódicos e românticos à Romeu e Julieta do Séc. XXI, temas como “Autumn Harmony” exultam a morte de dois amantes em direcção ao sono eterno.

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Charon – “Guilt On Skin” (“The Dying Daylights”, 2003)
Em tempos considerados pela imprensa especializada como a coqueluche do love metal, os também finlandeses Charon (1992-2011) obtiveram enorme atenção quando em 2003 nos faziam chegar “The Dying Daylights”. Como os seus conterrâneos desta lista, os Charon também encontram um propósito final na morte, mas desta vez, em faixas como “Guilt On Skin”, num teor homicida envolto em mentira.

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Lacrimas Profundere – “A Pearl” (“Songs for the Last View”, 2008)
Em termos cinematográficos, não há imagem mais romântica e trágica do que ver alguém a chorar em desespero com o seu amor morto nos braços, num acto em que se exige uma ressurreição que não acontecerá. “A Pearl”, dos germânicos Lacrimas Profundere, trata precisamente disso.

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End Of Green – “She’s Wild” (“Dead End Dreaming”, 2005)
Lendas vivas do gothic/depressive rock/metal alemão, os End Of Green continuam a surpreender com álbuns incríveis, como “Void Estate” (2017). Muitos anos antes, em 2005, editavam o quinto longa-duração “Dead End Dreaming”, um disco conceptualmente perdido para a vida – o suicídio era praticamente iminente em cada música. “She’s Wild” conta-nos a história de um homem cegado pela paixão, que se vê encurralado entre uma parede e uma mulher com uma faca.