A vocalista de Dark Sarah conta-nos tudo sobre o novo álbum "Grim". Dark Sarah: «“Grim” é uma história de terror e fantasia»
Foto: Mark Simonen

Grim” é o título do novo álbum dos sinfónicos e cinematográficos Dark Sarah e conduz-nos por mais uma nova história cheia de magia e fantasia. Em entrevista concedida à Metal Hammer Portugal, a vocalista Heidi Parviainen destapa um pouco do enredo para nos fazer crescer água na boca. «“Grim” é uma história de terror e fantasia que nos conta sobre uma cidade chamada Grim e o seu povo que vive com medo de um monstro chamado Mörk. Usam máscaras de coelho para se esconderem do mau-olhado. Mörk aterroriza a cidade e o seu povo há séculos, e roubou os seus poderes mágicos – os orbes. Esperam por uma divindade da lua, chamada Luna, para vir salvá-los.»

Hoje em dia, o metal sinfónico já não é apenas sobre orquestrações, havendo também arranjos electrónicos que lhe conferem uma forma moderna. Neste aspecto, “Grim” é bombástico. «Com este álbum queríamos experimentar uma nova maneira de criar um sentimento cinematográfico, adicionando mais elementos electrónicos ao lado das orquestrações», responde. «Acho que, hoje em dia, a música que ouvimos nos filmes está a ficar cada vez mais assim. Estamos muito satisfeitos com este álbum. Mostra bem a nova história, o estilo musical e o som muito familiar de Dark Sarah.»

Ao longo de 12 faixas, sentimos que “The Wolf and the Maiden” é a melhor, sendo muito forte, com estrutura e com momentos muito cativantes. Para tornar tudo ainda mais épico, há também um cheiro a “Fantasma da Ópera”. A vocalista, que dá corpo a Luna, comenta: «Acho que a onda do “Fantasma da Ópera” deve vir do timbre usado por mim e pelo JP [Leppäluoto], juntamente com o órgão a soar ao fundo. Eu queria que a música tivesse um clima de teatro musical, mas também um refrão muito cativante. Também gosto da música e é sempre bom cantar com o JP.»

«Estamos muito satisfeitos com este álbum. Mostra bem a nova história, o estilo musical e o som muito familiar de Dark Sarah.»

Heidi Parviainen

Em relação aos dois convidados que incarnam outras duas personagens, JP Leppäluoto é uma voz conhecida já que que pertence ao legado de Charon, mas Jasse Jatala foi um nome que não reconhecemos. Fomos à procura e descobrimos que participou no “The Voice of Finland”, ficando em segundo lugar. «Ouvi o Jasse a cantar na TV no ano passado, quando ele estava a participar no concurso, e pensei imediatamente que ele seria a voz perfeita para o papel do monstro», recorda. «Eu precisava de um cantor com boas vozes limpas, mas também com bons berros, e ele acertou nas duas. Ele também é uma pessoa muito porreira e estava empolgado com esta colaboração. Tentei sempre encontrar vozes perfeitas para certos papéis e não os mais famosos que já têm muitas colaborações e projectos em andamento. Também acho que é muito bom apresentar novos talentos.»

Sendo uma banda cinematográfica, não podemos deixar de pensar em filmes. Claro que existem videoclipes, mas um filme longa-duração é diferente. Pode ser algo difícil de conseguir, mas, pelo menos, os Dark Sarah já têm guião e banda-sonora. Heidi não descarta uma hipótese menos grandiosa: «Se houvesse muito dinheiro (que esse tipo de projecto exigiria de certeza) e as pessoas certas envolvidas, adoraria fazer algo mais cinematográfico do que videoclipes! Com certeza! Talvez uma peça de teatro musical ou uma curta musical sejam óptimas.»

Os Dark Sarah, que editaram três discos pela Inner Wound Recordings, uma editora já que lançou bandas como Kalidia, Metalite ou Wind Rose, estão agora inseridos nas fileiras da Napalm Records, uma das maiores da indústria. Sobre esse passo, Heidi fala em «momento certo para agarrar esta oportunidade». «Durante os anos em que éramos uma banda independente, tivemos uma boa visão dessa fase – os prós e os contras. Esperamos que a nova era de Dark Sarah possa trazer-nos novos desafios e, especialmente, mais concertos. Um pouco mais de pressão também é bom, apenas faz-nos trabalhar mais.»