Os austríacos D.A.W.N. são o filho híbrido de uns Pink Floyd com uns Kataklysm, dois nomes que só a música pode, de facto, unir.... D.A.W.N.: caminho de luz e trevas

Género: progressive death metal
Origem: Áustria
Último lançamento: “Ende Ihrer” (2019)
Editora: independente
Para fãs de: Harakiri for the Sky, Kataklysm, Obscura
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Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

Os austríacos D.A.W.N. são o filho híbrido de uns Pink Floyd com uns Kataklysm, dois nomes que só a música pode, de facto, unir. A banda falou à Metal Hammer Portugal acerca do estreante e independente “Ende ihrer”.

«Neste lançamento poderão encontrar muitos elementos fora dos padrões da indústria.»

Objectivos: «Procurámos percorrer um caminho diferente e testar os nossos limites pessoais, assim como lançar finalmente um longa-duração. Um dos nossos objectivos principais foi ter uma produção independente sem ninguém a influenciar a nossa sonoridade. Neste lançamento poderão encontrar muitos elementos fora dos padrões da indústria.»

Conceito: «Quisemos trazer o alemão de volta à cena death metal, assim como fundir as nossas influências jazz para dar um pouco mais de cor à música. Também temos uma mensagem: emoções e sentimentos. Com estas ferramentas podemos desenhar na mente do ouvinte a luz e a escuridão que habitam dentro de si. Foi essa uma das razões para apresentarmos uma artwork colorida.»

Sonoridade: «Começámos muito novos e altamente motivados pelo black metal, mas ao longo dos anos as nossas habilidades técnicas e a visão que temos para a nossa sonoridade levou-nos por outro lado. O nosso estilo actual foi criado a partir do death metal clássico com alguns elementos modernos, black metal e um pouco de jazz, pelo que podemos dizer que se trata de death metal progressivo. O termo “progressivo” pode significar muitas coisas, pelo que conseguimos jogar com isso [risos].»

Review: Da Áustria, o trio D.A.W.N. começou 2019 com um álbum debutante em que se incluem faixas orientadas ao death/doom metal que nos podem surpreender com a particularidade de incursões nítidas ao progressivo, especialmente devido ao trabalho algo complexo da bateria. A ideia é boa e o caminho está a ser feito como se pode, mas melhorar (concretamente no departamento de produção) tem de ser ponto assente se a banda quiser saltar para o próximo nível.