Os ingleses Body Harvest retratam a escravidão, seja ela qual e como for, no segundo álbum "Parasitic Slavery". Em Outubro segue-se uma digressão pela... Body Harvest: retrato da tirania

Género: death metal
Origem: Reino Unido
Último lançamento: Parasitic Slavery (2019)
Editora: Comatose Music
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Entrevista e Review: Diogo Ferreira

Os ingleses Body Harvest retratam a escravidão, seja ela qual e como for, no segundo álbum “Parasitic Slavery”. Em Outubro segue-se uma digressão pela Reino Unido e um novo trabalho já está no horizonte.

«Podem esperar por um álbum repleto de velocidade feroz e intensidade death metal.»

“Parasitic Slavery”: «Queríamos criar um disco de death metal rápido e implacável, moderno, mas ao mesmo tempo ainda incluir uma vibe de old-school death metal. Além disso, queríamos ter a certeza de que todas as músicas, apesar de rápidas e brutais, também eram cativantes e memoráveis. Podem esperar por um álbum repleto de velocidade feroz e intensidade death metal, mas também muitos momentos que ficam presos na sua cabeça.»

Conceito: «O principal conceito por detrás da “Parasitic Slavery” é a escravidão, como o título sugere. Cada música abrange o conceito em diferentes temas: um escravo de uma corporação, uma autoridade controladora, outra pessoa ou ser, problemas de saúde mental ou o rescaldo de um planeta dizimado.»

Evolução: «A ideia principal quando formámos Body Harvest era criar música o mais pesada e rápida possível. Manteremos sempre isso como uma parte importante do nosso som e estilo. À medida que progredimos, percebemos quais as ideias que funcionam bem em conjunto e como estruturar músicas com velocidade e intensidade, mas também fazendo com que elas soem como músicas a sério. Também tivemos muitas mudanças no line-up, o que só ajudou a desenvolver mais o nosso som, já que, eventualmente, encontrámos os músicos certos. Todos temos o nosso próprio estilo e influências, e tudo se combina para criar algo especial.»

Influências: «Somos influenciados por uma ampla gama de bandas metal, mas as nossas principais influências são Death, Decapitated, Morbid Angel, Misery Of Index, Hour Of Penance e Fear Factory. Podem ouvir a vibe da velha-guarda à Death e Morbid Angel nas músicas “Nascisistic Being” e “Apocalyptic Abomination”, a tecnicalidade de Decapitated em “The Endless Ascent”, o riffing metralhado de Fear Factory em “Consumed By Tyrants” e a velocidade e brutalidade dos Misery Index e Hour Of Penance ao longo do álbum.»

Futuro: «Correntemente, estamos a preparar uma digressão em suporte a “Parasitic Slavery”, para levar este álbum às massas. Juntar-nos-emos a Carnation e Sisters of Suffocation em Outubro para uma tour que cobrirá a maior parte do Reino Unido. Também começámos a compor o nosso próximo lançamento, no qual estaremos a trabalhar em demos muito em breve!»

Review: Maio de 2019 marca a data do segundo álbum desta banda de Bristol (Inglaterra) e marca também a ideia de que o death metal britânico pode cruzar-se com o sueco. Descomprometido e bruto, “Parasitic Slavery” é um arraial de pancada esquartejado por solos estridentes e alguns leads apresentáveis, sem esquecer condimentos de cariz industrial (mas feitos organicamente com as guitarras) à Fear Factory, como por exemplo no tema “Consumed by Tyrants”.