Os Bathory lançaram o álbum de estreia homónimo a 2 de Outubro de 1984. Eis o guia para tudo o que... Bathory: 15 curiosidades sobre o primeiro álbum

Os Bathory lançaram o álbum de estreia homónimo a 2 de Outubro de 1984. Eis o guia para tudo o que precisas de saber.

1) Os Bathory estrearam-se em Março de 1983 quando as músicas “Sacrifice” e “Return of the Darkness and Evil” foram adições de última hora na compilação “Scandinavian Metal Attack”. A enorme resposta à banda surpreendeu toda a gente.

2) Quando a Tyfon, editora que lançou “Scandinavian Metal Attack”, pediu à banda para fazer um álbum, houve um problema imediato: os Bathory já não existiam. Dois membros tinham-se mudado para Londres, deixando o guitarrista/vocalista Quorthon sozinho.

3) Para resolver o problema, Quorthon decidiu recrutar o baixista Rickard “Ribban” Bergman e o baterista Johan “Jolle” Elven. Este já tinha trabalhado com a banda anteriormente em maquetes para as músicas “Die in Fire” e “You Don’t Move Me (I Don Don’t Give A Fuck)”. No entanto, Elven rejeitou a abordagem, preferindo juntar-se à marinha sueca!

4) Assim, Quorthon recorreu a Stefan Larsson para tocar bateria, e, a 22 de Maio de 1984, a nova formação de Bathory ensaiou pela primeira vez num estúdio administrado pelo Departamento de Cultura e Lazer do Município de Estocolmo. Foi a única hipótese que tiveram para ensaiar qualquer parte do material antes de gravarem o álbum.

5) A 14 de Junho de 1984, os Bathory começaram a gravar o primeiro álbum no Heavenshore, uma garagem em Huddinge, subúrbios de Estocolmo. A garagem foi transformada num estúdio primitivo.

6) Devido a uma crónica falta de dinheiro, a banda foi forçada a gravar o álbum numa única fita de de duas polegadas a rodar a meia velocidade. Tal significava que havia muito ruído estranho durante a gravação – o que foi audível no álbum final.

7) A intro do álbum, intitulada “Storm of Damnation”, era uma homenagem à abertura do álbum de estreia dos Black Sabbath, a própria faixa “Black Sabbath”. O sino que se ouve é o Big Ben desacelerado.

8) “Storm of Damnation” não apareceu na lista final das faixas na prensagem original porque a banda se esqueceu!

9) Ao todo, os Bathory passaram apenas 56 horas a gravar o álbum.

10) Embora a sleeve diga que o álbum foi misturado no Elektra Studios, na verdade foi no Heavenshore.

11) O bode na capa foi criado pela banda. Fizeram uma colagem com imagens recortadas de bandas-desenhadas de terror.

12) O bode deveria ter sido imprimido em ouro, porque era uma cor mágica. Por ser muito caro, Quorthon pediu ao tipógrafo que sugerisse algo dentro do orçamento que fosse o mais próximo possível a ouro. Todavia, Quorthon odiou o amarelo escolhido. Mas não podia fazer nada para mudar isso. Foi alterado após a primeira prensagem de 1000 cópias ter esgotado.

13) A música “Necromancer” foi escrita incorretamente no álbum como “Necromanser” por uma razão prática. Quorthon usava folhas de Letraset, que permitiam transferir letras individualmente para papel ou cartão, para compor os títulos das músicas no verso, mas ficou sem c’s quando chegou a “Necromancer”. Daí a grafia diferente.

14) Porque a Tyfon não era uma editora conhecida por lançar metal, Quorthon criou uma especial para destacar Bathory. Foi a primeira vez que a Black Mark foi mencionada, embora na altura fosse apenas uma editora imaginária. A ideia inicial era criar uma editora chamada His Master’s Noise, mas foi persuadido a uma alteração por causa da alemã Noise Records.

15) O título original do álbum era “Pentagrammaton”, mas foi mudado porque várias pessoas interpretaram mal como “Pentagon”.

Consultar artigo original em inglês.