Metal, sim... mas de qual subgénero? Os ucranianos Arbatax preferem descomplicar as fórmulas e dedicarem-se mais a compor do que a debater assuntos de... Arbatax: complexidade e suicídio

Origem: Ucrânia
Género: metal
Último lançamento: ”Missing Souls” (2018)
Editora: independente
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Entrevista e review: João Correia

Metal, sim… mas de qual subgénero? Os ucranianos Arbatax preferem descomplicar as fórmulas e dedicarem-se mais a compor do que a debater assuntos de somenos importância.

«A principal característica do som é que a música deve ser ouvida.»

O que esperar: «Criar música que dê voltas e ressoe nas vossas cabeças.»

Conceito: «Qualquer música deverá ter uma ideia de base, seja melódica, seja harmónica. Liricamente: o que vemos entre a luz e a escuridão. E que passo damos então, se para trás, ou para a frente.»

Influências: «Nem barulho, nem silêncio. A principal característica do som é que a música deve ser ouvida. Shostakovich e muitas bandas boas como Meshuggah ou Shining (suecos).»

Review: Os Arbatax trilham o caminho do metal progressivo com uma importante toada groove, soando amiúde a Meshuggah, não só em termos de similaridade musical, como também devido à técnica que o jovem trio ucraniano apresenta. Também é fácil de perceber que o letrista e compositor Anatoliy Burdeyniy é particularmente fã de Niklas Kvarforth, vocalista e mentor dos lendários Shining, tal é a semelhança vocal ouvida em “Missing Souls”. Isto acaba por criar um trabalho invulgar e até agradável, mais que não seja pela mescla de sons tão distintos entre si, algo simples de verificar em “Waltz Of Dakness”.