A realizar-se nos próximos dias 12 e 13 de Outubro no Hard Club (Porto), o Amplifest regressa à agenda nacional com um potente cartaz... [Antevisão] Amplifest 2019

A realizar-se nos próximos dias 12 e 13 de Outubro no Hard Club (Porto), o Amplifest regressa à agenda nacional com um potente cartaz em que Amenra e Deafheaven surgem como principais atracções.

Em modo de antevisão, a Metal Hammer Portugal, através de Diogo Ferreira e Luís Alves, olha para algumas das bandas que actuarão neste Amplifest e deixa as suas sugestões.

Author & Punisher: Engenheiro mecânico que constrói os próprios instrumentos e já conhecido em Portugal, Tristan Shone regressa ao nosso país com o seu projecto pessoal. Literalmente industrial, deste concerto espera-se claustrofobia e agressividade em doses distintas, dois cenários que serão sempre dinâmicos e cativantes. É, acima de tudo, arrojado e perspicaz – qualidades que podiam muito bem ser nomes do meio de Tristan Shone. “Beastland” (2018) é o álbum mais recente. (Diogo Ferreira)

Inter Arma: Ainda que subam ao palco a uma hora madrugadora, não deixam de ser uma das bandas mais esperadas pela Metal Hammer Portugal. Com “Sulphur English” como disco mais recente, lançado em Abril deste ano, é mais do que provável que o ambiente lamacento e ruidoso do seu sludge metal seja, através de vibrações, sentido na pele de quem já estiver no Hard Club àquela hora. Doom metal e post-metal também não faltarão nesta actuação. (Diogo Ferreira)

Gaerea: A banda que mais tem levado o nome do nosso país além-fronteiras com o seu black metal melódico pode não estar 100% ligada ao Amplifest em termos sonoros, mas a sua ala artística (com músicos encapuzados que personificam teatralmente a música que emanam) assentará como uma luva. Vê-los mais uma vez é sempre uma experiência singular e largamente enigmática. (Diogo Ferreira)

Menção honrosa: Durante o Amplifest, o francês Dehn Sora exibirá os seus trabalhos gráficos que têm sido aplaudidos um pouco por toda a Europa. O artista plástico/gráfico é conhecido por colaborar com grupos como Blut Aus Nord e por ser o criador de Throane, a sua banda post-black metal. (Diogo Ferreira)

JK Flesh: Justin Broadrick, ex-Napalm Death e mentor dos influentes Godflesh e Jesu, volta a Portugal com outro dos seus projectos paralelos numa abordagem diferente das restantes iterações musicais do britânico, mais focada na experimentação electrónica e sonoridades techno. Com três discos na bagagem, num percurso que iniciou em 2012, Broadrick vem promover “New Horizon”, disco lançado no ano passado, e vai ser um dos pontos altos do primeiro dia do Amplifest pela oportunidade que vamos ter de ver ao vivo, e a fechar o dia, uma das lendas do metal industrial britânico. (Luís Alves)

Deafheaven: Sem dúvida um dos nomes mais aguardados do cartaz, a banda prepara-se mais uma vez para nos trazer a sua fusão entre black metal, blackgaze e post-metal ao Amplifest, desta vez com material de “Ordinary Corrupt Human Love”, disco datado do ano passado, que foi universalmente abraçado pela critica e pelos fãs. Espera-se sem dúvida um concerto intenso, único e memorável por parte dos americanos que com esta visita marcam já o quinto regresso a Portugal na sua carreira de nove anos. (Luís Alves)