Os melhores filmes de vampiros, que já cravaram os dentes nos nossos pescoços, escolhidos pelas suecas criaturas da noite Vampire. Os 10 melhores filmes de vampiros que qualquer metaleiro devia ver

Os melhores filmes de vampiros, que já cravaram os dentes nos nossos pescoços, escolhidos pelas suecas criaturas da noite Vampire.

“Nosferatu” (1922, FW Murnau)

Se alguém deve saber uma coisa ou duas sobre filmes de vampiros, esse alguém é uma banda que se chama Vampire. Os death/thrashers suecos escolheram o seu nome devido ao fascínio pela criatura da noite eternamente sedenta de sangue.

«O nome Vampire vem do fascínio pelo folclore europeu sombrio, onde uma criatura morta-viva, parasita, aparece em todos os tipos de culturas – por exemplo, ‘vrykolakas’ na Grécia ou ‘strigoi’ na Roménia», dizem à Hammer. «O mito do vampiro reflecte o medo humano básico de que os mortos não permanecerão mortos e que o que antes foi enterrado, para descansar na sepultura, não permanece necessariamente lá. Além disso, há a elegância e a paixão do vampiro que contrasta com a sua natureza mortal, e isso é algo muito inspirador para quem faz música com as mesmas qualidades.»

Com o excelente novo álbum “Rex” já disponível, pedimos-lhes que escolhessem os 10 melhores filmes de vampiros que todos os metaleiros deviam ver. Estacas de madeira e alho a postos…

Vampire

-/-

LÅT DEN RÄTTE KOMMA IN (2008)
«Não existem muitos filmes de terror vindos da Suécia, mas este é um dos melhores do género, independentemente da origem. O romance de John Ajvide Lindqvist, em que [o filme] foi baseado, foi um precursor da onda de terror na literatura sueca da década passada. Um miúdo solitário, de 12 anos, faz amizade com alguém que é pária e novo no bairro, e descobre uma solução para lidar com os bullies na escola. Drama sólido e lento, e música fantástica de Johan Söderqvist.»

-/-

DRACULA (1931)
«Provavelmente, o derradeiro clássico vampírico e um filme que ainda é incrível. Vale a pena procurar o lançamento mais recente com música de Philip Glass, que eleva toda a atmosfera e dá-lhe aquela qualidade sombria da banda-sonora de “Candyman”.»

-/-

NEAR DARK (1987)
«Este não é apenas um festim cheio de ação para os olhos e com música de Tangerine Dream, mas também é o filme favorito dos membros de Lebenden Toten, que, basicamente, faz valer a atenção de toda a gente por esse mérito. Um cowboy desconhecido junta-se relutantemente a uma tribo de vampiros nómadas que andam pela auto-estrada do Centro-Oeste em carros roubados depois de dormir com a miúda errada. Melhor filme de todo o boom de vampiros dos anos 1980.»

-/-

LET’S SCARE JESSICA TO DEATH (1971)
«Aparentemente, este foi o filme mais assustador que Killjoy (RIP), dos Necrophagia, viu. É uma daquelas jóias esquecidas que recebe muitos elogios na comunidade do terror. Havia planos para se fazer uma música de Vampire com o título alternativo “Secret Beneath the Lake” e sacar algo da incrível banda-sonora, mas ainda é apenas um plano. Veremos.»

-/-

NOSFERATU (1922 / 1979)
«Não há absolutamente nada de atraente ou sensual no conde da maneira que Max Schreck o incarna no original de 1922, e isso é óptimo. O remake de Werner Herzog permite que essa propriedade do vampiro permaneça intacta e amplificada: o contraste entre a delicada beleza de Isabelle Adjani e a repulsiva e fraca aparência de Klaus Kinski é impressionante. Há tanta coisa incrível nesse filme, mas o final, com os ratos a rastejar pela mesa de jantar, é um favorito definitivo. Este é o tipo de imagem decadente que verão incorporada nas nossas letras de tempos a tempos.»

-/-

THIRST (2009)
«Qualquer pessoa que goste de terror acabará por gravitar em direcção ao cinema coreano, e “Thirst” é um bom exemplo de cinema que adiciona originalidade e um sabor estrangeiro aos tropos tradicionais. Aqui encontramos o vampirismo num triângulo amoroso bizarro, incluindo, entre outros, um padre católico. O que poderia dar errado? Bem, muito. O diretor Park Chan-wook gosta muito dos elementos eróticos da lenda dos vampiros – um grande terror toca sempre nos princípios básicos da experiência humana.»

-/-

DAUGHTERS OF DARKNESS (1971)
«Aqui está outro que se esforça para realmente fazer algo com o aspecto sexual do mito dos vampiros. Baseado na lenda de Elizabeth Bathory, “Daughters Of Darkness” eleva o factor sleaze e oferece tudo o que se espera dos filmes do género dessa época específica. Esta vampira não usa a sedução apenas por causa da nutrição diária – para dizer só assim.»

-/-

HUNGER (1983)
«O nosso filme de terror favorito com uma ligação a David Bowie é, provavelmente, o remake de “Cat People” (a música!), mas, aqui, o velho dandy da pop representa com Catherine Deneuve, do elenco de “Repulsion”, no que aparentemente se tornou num filme importante para a comunidade lésbica. Por outras palavras: outro filme que brinca com o vampirismo por outras razões além de apenas assustar e mostrar derramamento de sangue. Muito anos 1980, muito divertido, muito aconselhável.»

-/-

DRACULA HAS RISEN FROM THE GRAVE (1968)
«A maneira como a Hammer Films normalmente operava, era: criar um título porreiro, depois um poster e, por último, um guião. Isso originou muitos títulos incríveis, mas poucos bons filmes. Este é um sucesso entre muitos falhanços, e é o meu filme de vampiros favorito da Hammer. Este filme acerta na qualidade demoníaca de Dracula, semelhante à escuridão satânica que encontrararão nos filmes “Nosferatu”. Como com qualquer coisa da Hammer, a estética é de primeira, enquanto outras coisas podem não o ser.»

-/-

BRAM STOCKER’S DRACULA (1992)
«Por mais diferente que seja do romance, vale por ser uma extravagância gótica que elabora uma história de amor que não é tão aparente no original. O engraçado é que uma das nossas bandas favoritas, Abigor, inseriu várias sequências deste filme no álbum “Supreme Immortal Art”. Se ainda não ouviram esse álbum, deviam. Existe uma versão recente online com o baixo mais alto e os teclados mais baixos que parte tudo.»

-/-

Consulta artigo original em inglês.