A década de 1980 não foi simpática para David DerMinasian e os seus Retched. Desentendimentos e negócios mal executados anteciparam o fim de uma... Retched: um clássico do presente

Género: heavy metal
Origem: EUA
Último lançamento: The Overlord Messiah (2017)
Editora: Alone Records
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Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

A década de 1980 não foi simpática para David DerMinasian e os seus Retched. Desentendimentos e negócios mal executados anteciparam o fim de uma banda que começava a ganhar nome na Costa Oeste dos Estados Unidos. Quase três décadas depois, o músico recupera uma gravação perdida de 1988 e decide editá-la sob o nome de “The Overlord Messiah”. A Metal Hammer Portugal recupera aquele que poderia ter sido um clássico do heavy metal norte-americano.

No final de 1988, devido a uns desentendimentos e à má gestão, demos a banda por terminada.

Origem: «”The Overlord Messiah” foi originalmente gravado em 1988 e rapidamente tornámo-nos numa banda cabeça-de-cartaz na nossa cidade em Fresno, na Califórnia, assim como em Hollywood. No final de 1988, devido a uns desentendimentos e à má gestão, demos a banda por terminada. Os Retched estiveram ao abandono por 28 anos e eu era o único que tinha uma cópia dessas gravações.»

Sonoridade: «Descobri a minha sonoridade por acidente, quando um dia comecei a experimentar coisas na minha guitarra e acabei por chegar aqui. Não foi algo planeado; estava a experimentar e simplesmente aconteceu.»

Futuro: «Estou agora a trabalhar no novo longa-duração da banda e será puro thrash metal! Espero conseguir lançar este disco no final de 2020, quem sabe ainda antes.»

REVIEW
Retched
«The Overlord»

Alone Records, 2017


De Fresno (Califórnia, EUA), cidade tantas vezes citada em filmes de Hollywood, os Retched bem podiam fazer parte de uma qualquer película sobre a rua, a noite e motoqueiros. Fundada em 1988, só há poucos anos a banda decidiu recuperar velhas gravações que culminaram em “The Overlord”, 18 minutos de heavy metal / hardrock old-school à norte-americana com malhas corridas e vozes de rufia que esperam percalços ou sonhos concretizados ao virar de cada esquina – a faixa inaugural “Black Leather and Me” é bom exemplo.

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