A quanto está o vil metal, hoje? A quanto está o vil metal, hoje?
Van Gogh, Gauguin, Monet, Vermeer, Cezanne. Artistas incompreendidos na sua época. Quem diz estes, poderá dizer outros além da pintura, claro está. Digamos apenas... A quanto está o vil metal, hoje?

Van Gogh, Gauguin, Monet, Vermeer, Cezanne. Artistas incompreendidos na sua época. Quem diz estes, poderá dizer outros além da pintura, claro está. Digamos apenas que já não estavam em casa quando o sucesso lhes bateu à porta. E esta afirmação abre outras portas.

Entendamos o sucesso como o reconhecimento dos pares. Entendamos o sucesso como a popularidade entre audiências com quem se estabelece maior ou menor afinidade. Meios para um fim. Entenda (quem quiser) que o sucesso se mede pelo retorno financeiro que arte traz a quem a explora e vive dela.

Cada um tem o seu referencial para o sucesso. O que não pode fazer é tentar impingi-lo aos outros como se de uma verdade universal se tratasse. O que hoje é lixo, amanhã é arte. O que hoje é um sucesso, poderá apenas ser lixo vendido como arte. A beleza está nos olhos de quem a vê, e a arte também. É lidar.

Esta subjetividade em termos de sucesso só encontra paralelo na eterna avaliação em termos do que é bom e o que é mau – no metal, também. Quando se misturam, é uma confusão explosiva: a qualidade de uma música ou um álbum não se mede pela quantidade de pessoas que a aprecia. Isso é a popularidade.

Para a questão “se uma árvore cair numa floresta sem testemunhas, será que faz barulho?”, a minha resposta é: claro que faz. Se a “Mona Lisa” ou a Capela Sistina nunca tivessem sido reveladas ao público, seriam menos geniais por isso? Não. Se a “Medusa” nunca tivesse sido desvendada por Caravaggio, seria uma peça de arte menor? Claro que não! O valor artístico destas peças não depende da quantidade de pessoas que as viu.

Para mim, um artista de sucesso será sempre aquele que não destruiu a sua arte. Se não o fez, é porque lhe reconheceu algum valor. Haja respeito.

“- Romeiro, romeiro, quem és tu?
– Ninguém.”
― Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa

(Rui Alexandre é fundador da Mosher Clothing, YouTuber na Mosher TV e guitarrista de Terror Empire)

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