Formados em 1986, a primeira encarnação dos alemães Convictors seria curta, com o seu término a dar-se logo no ano seguinte. De volta ao... Convictors: ritual atroz

Género: death metal
Origem: Alemanha
Último lançamento: Atrocious Perdition (2019)
Editora: Kernkraftritter Records
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Entrevista: Joel Costa | Review: Diogo Ferreira

Formados em 1986, a primeira encarnação dos alemães Convictors seria curta, com o seu término a dar-se logo no ano seguinte. De volta ao activo em 2008, a banda editaria o seu disco de estreia em 2014, com o sucessor “Atrocious Perdition” a chegar no início do presente ano. A Metal Hammer Portugal falou com o guitarrista e fundador, Lasse.

Foi um disco feito para verdadeiros maníacos do death metal.

Objectivos: «Tudo o que queríamos era tocar death metal. Começámos a fazê-lo em 1986 e ainda estamos cheios de força e motivação. Transformamos os problemas do dia-a-dia em música, e é esta a nossa música e a nossa força. As pessoas podem esperar um disco demolidor com muitas influências dos anos 90. Foi um disco feito para verdadeiros maníacos do death metal, com muitos elementos da velha guarda.»

Referências musicais: «No início ouvíamos Iron Maiden, Kiss e AC/DC, mas logo depois surgiram as verdadeiras bandas de metal. Ainda me recordo de quando bandas como Sodom, Destruction, Slayer, Kreator e Possessed apareceram no horizonte… Foi um grande acontecimento e todas essas bandas tiveram uma influência enorme na cena metal. Foi o começo de um novo capítulo para o metal. Duas bandas desses tempos gloriosos – os Destruction e os Possessed – lançaram álbuns recentemente. Éramos e ainda somos influenciados por esses nomes mas há muitas bandas novas a tocar bom metal.»

Futuro: «Estamos a promover o novo disco e conseguimos assinar com uma editora pequena mas boa. Kay, o dono, tem-nos apoiado muito. Dentro de um mês seguiremos em tour pela Europa.»

REVIEW
Convictors
«Atrocious Perdition»

Kernkraftritter Records, 2019


Estes alemães são um dos grandes exemplos de uma banda que existiu durante um curto período e volta a ressurgir 20 anos depois. Quando voltaram em 2008, avançaram logo com um EP, mas o primeiro álbum, “Envoys of Extinction”, só sai em 2014. Todavia, 2019 começou muito bem com o aguardado segundo opus, intitulado “Atrocious Perdition”, que nos oferece uma mescla de death metal cru e melódico, tudo apimentado com portentos blast-beats, vozes guturais impressionantes e riffs criados com nítida paixão pela banda e pelo death metal.

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