Se Chris Cornell fosse vivo, celebraria hoje 55 anos de vida. O músico nasceu no dia 20 de Julho de 1964, em Seattle, colocando... Chris Cornell celebraria hoje 55 anos. Recorda “Superunknown”, dos Soundgarden.

Se Chris Cornell fosse vivo, celebraria hoje 55 anos de vida. O músico nasceu no dia 20 de Julho de 1964, em Seattle, colocando um termo à sua vida em Maio de 2017.

O single “Black Hole Sun”, com a sua tonalidade negra e sinistra, deu a conhecer ao mundo a poesia triste e depressiva de Chris Cornell.

Para além dos Soundgarden – banda que fundou em 1984 e com que ganhou popularidade com os seis álbuns de estúdio gravados com o colectivo de Seattle -, Cornell juntou-se também a Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk, membros dos Rage Against The Machine, no supergrupo Audioslave, com quem editou três discos. O músico viveu ainda uma carreira a solo de sucesso, com o quarto e último disco “Higher Truth” a ser lançado dois anos antes da sua morte. Para celebrar a vida de Chris Cornell, a Metal Hammer Portugal recorda o disco mais emblemático da sua carreira: “Superunknown”, dos Soundgarden.

Antes de “Superunknown” ter sido lançado em 1994, os Soundgarden já tinham dado provas de serem capazes de editar discos revolucionários, tal como o fizeram três anos antes com “Badmotorfinger”, que tinha no single “Rusty Cage” o tema que melhor caracterizava esta proposta discográfica. Durante os anos que se seguiram, a popularidade dos Soundgarden sofria um decréscimo e eram ultrapassados por colegas de Seattle, como Nirvana, Pearl Jam e Alice In Chains, situação que a banda iria contrariar com “Superunknown”; um disco que viria a solidificar a carreira dos Soundgarden e que tornar-se-ia igualmente num dos registos mais influentes da década de 90 do século passado.

Com o produtor Michael Beinhorn à procura de uma sonoridade que caracterizasse os Soundgarden, cada membro da banda trabalhou de forma independente no disco, criando demos e dando-as a conhecer aos restantes colegas. Ficava percebido que a intenção dos Soundgarden apontava para a mesma direcção, com a banda a transitar do peso presente em “Badmotorfinger” para uma sonoridade bem mais sensível, introspectiva e com uma componente lírica que substituía clichés por uma visão mais negra que contava histórias sobre a vida e a morte.

O single “Black Hole Sun”, com a sua tonalidade negra e sinistra, deu a conhecer ao mundo a poesia triste e depressiva de Chris Cornell revestida por um instrumental transcendente, uma qualidade que seria reproduzida em temas como “Fell On Black Days” ou “Like Suicide”, com composições como “The Day I Tried To Live” no reverso da moeda a falar de esperança num disco maioritariamente dominado por uma presença sombria e que catapultaria os Soundgarden para um cenário onde, juntamente com outras bandas de grunge, influenciariam toda uma geração e era musical.

Vinte e cinco anos depois, não restam dúvidas quanto ao facto de os Soundgarden terem deixado a sua pegada num grande número de nomes bem familiares dentro da indústria musical, com um disco icónico a manter-se tão actual quanto possível e a definir aquilo que deve constar num verdadeiro álbum de rock.

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