Prontos a revolucionar o panorama do symphonic metal, os Celestivl pretendem explorar todo o subgénero e angariar novos fãs com o debutante "TenTimesTwo". Celestivl: arena teatral

Género: symphonic metal
Origem: Inglaterra
Último lançamento: “TenTimesTwo” (2019)
Editora: independente
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Entrevista e review: Diogo Ferreira

Prontos a revolucionar o panorama do symphonic metal, os Celestivl pretendem explorar todo o subgénero e angariar novos fãs com o debutante “TenTimesTwo”.

«Queremos aproveitar as hipóteses para impulsionar as nossas carreiras o máximo que pudermos.»

“TenTimesTwo”: «Com o nosso lançamento, queríamos dar um grande passo em frente; basicamente, ir de uma banda-padrão de symphonic metal para uma produção e apresentação profissionais, composições de alta qualidade, que dê para competir com os grandes tubarões do género. Quanto ao que as pessoas podem esperar, há um grande foco nos vocais e na orquestração. Queríamos impulsionar o lado orquestral do symphonic metal em vez do lado metal, e sermos um pouco mais ousados ​​na influência pop. Não há um milhão de riffs, mas sentimos que a composição é capaz de brilhar por causa disso, e há alguns momentos orquestrais incríveis. Ainda temos alguns solos de guitarra complexos, mas está tudo bem escrito; não queríamos desperdiçar nem um segundo, não queríamos que nada tortuoso acontecesse, ou que o público ficasse entediado. É por isso que sentimos que é um álbum bastante variado, com algumas faixas pesadas, algumas faixas alternativas (pensem em “Fallen” dos Evanescence, ou alguns dos momentos mais sombrios de Paramore), algumas faixas pop, e termina numa sinfonia ao estilo power metal. Há muito por onde que escolher aqui; achamos que as pessoas podem entrar no álbum de várias maneiras.»

Conceito: «Transformou-se num ‘álbum conceptual acidental’. Não tem uma narrativa demasiado abrangente, não é de proporções épicas, e podem curtir as músicas individualmente, assim como apreciá-las como parte do álbum, mas há algo de um conceito nele. Muito deste álbum reflecte as experiências de nosso compositor (Daniel Carpenter) quando ele estava a compor; então há um grande foco na auto-reflexão, relacionamentos e particularmente como certas pessoas, ou certas ideias, continuam a voltar à sua vida. O título do álbum faz referência à peça de David Belke, na qual um ser imortal encontra muitas reencarnações diferentes da mesma mulher, e tem, eventualmente, de enfrentar as suas próprias emoções para ganhar o seu amor. Este álbum não é bem um relato desta história, mas sentimos que a peça contextualiza o disco, pois é sobre encontrar o sítio onde pertences, quem precisas de ser e como encarar os erros que se cometeram. Isto foi, mais uma vez, um acidente completo. Descobrimos que tínhamos oito músicas que tinham esse tema a percorrê-las, e assim, o Daniel, tendo recentemente lido a peça, decidiu escrever uma última música para completar o álbum e juntar tudo. Essa música é a faixa-título.»

Evolução: «Este é 100% do som que imaginámos quando formámos a banda: ultra-moderno, enorme orquestra, enormes vocais. No nosso primeiro EP, “Our Creation”, as vozes eram um pouco mais suaves, tanto em termos de performance como de produção; agora fizemos tudo para torná-las mais poderosas e terem mais impacto. Também houve a decisão de, na mistura do EP, diminuir-se a orquestração, com a qual não ficámos inteiramente felizes, mas pode ter sido uma necessidade, considerando que a composição orquestral estava longe de ser tão boa quanto agora. Melhorámos como músicos, a composição é muito melhor e há menos influência de metal da velha-guarda. Não queríamos fazer um álbum que fosse para fãs de Nightwish antigo, como as críticas costumam dizer sobre as novas bandas de symphonic metal. Por que é que não pode ser para os fãs da era “Dark Passion Play”? Ou para os fãs de Billie Eilish ou Avril Lavigne? Actualizámos a nossa produção e as nossas composições para captar um público amplo, e criámos um novo estilo de música que não está 100% enraizado no metal. Também temos uma formação diferente neste álbum, o que ajudou a mudar o som até certo ponto, com os nossos novos membros, sendo Louisa Scarff a baterista e Andy Morris o baixista. Ainda que todas as músicas sejam compostas pelo Daniel, que escreve todas as letras, melodias vocais e partes de cada instrumento, há definitivamente um novo sabor que cada membro traz, mas a evolução do nosso som foi definitivamente trazida pelo Daniel, tornando-se um músico melhor ao longo do tempo, e pelo o entusiasmo de Saneeta para experimentar novas técnicas vocais e ideias de como pode transmitir a mensagem das músicas.»

Futuro: «Estamos numa posição incrível. Queremos começar uma digressão em breve (já tivemos algumas ofertas que parecem promissoras), fazer parte de alguns concertos com bandas mais estabelecidas para que possamos compartilhar o seu público e divulgar ainda mais a nossa música. Há também mais algumas gravações a caminho. Esperamos lançar alguns singles aqui e ali quando pudermos, enquanto estamos a obter novas ideias para o segundo álbum. Há muito para fazer e, na verdade, todo o tempo do mundo para isso. Achamos que as pessoas estarão realmente a bordo quando ouvirem este álbum, por isso queremos aproveitar as hipóteses para impulsionar as nossas carreiras o máximo que pudermos.»

Review: Depois de terem lançado apenas um EP como Celestial Wish, estes ingleses reinventaram-se como Celestivl e têm em “TenTimesTwo” o álbum debutante lançado em Maio passado. À primeira audição logo se percebe que estamos perante metal sinfónico alicerçado em bateria rápida à power metal, guitarras que preenchem, orquestrações cativantes e uma voz feminina muito próxima da pop. Ponto positivo para o tema-título que nos pode colocar no imaginário de intros de anime. Indicado para fãs de Twilight Force.

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